ESPIRITUALIDADE: Para viver e andar no Espírito é preciso lutar contra o pecado

Neste caminho de reconstrução, percebemos que por mais que tentemos refazer nossa vida espiritual, se não lutarmos contra o pecado, nosso esforço é em vão. Quando digo lutar, quero dizer que entramos em guerra contra o pecado. Devemos vigiar nosso proceder, refrear nossos impulsos, nos conhecer cada dia melhor para saber onde caímos.

O pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus, de seu amor, das suas graças e bênçãos, pois ele consegue colocar barreiras entre nós e nosso Deus (cf. Is 59, 2a). Neste mês refletiremos como precisamos ser combatentes contra o pecado para permanecermos na presença de Deus, para dar espaço ao Espírito Santo a fim de que Ele santifique a nossa vida, que nos refaça, que nos torne novos cristos. É tempo de faxina, daquelas que arrastam móveis, que retiram os excessos que vamos acumulando durante um faxina e outra ou que deixamos para depois, pois não está nos incomodando.

Iniciemos nos perguntando o que é pecado? Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta de amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna” (Catec 1849). São nossas ações, palavras, pensamentos e omissões contrárias a lei de Deus. Por isso podemos pecar por falar ou por calar.

Na Sagrada Escritura temos acesso ao proceder que nos afasta de Deus. Em Gálatas nos são apresentados os frutos da carne: “fornicação, impurezas, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes” (Gl 5, 19s). Já no Evangelho de São Mateus, nos ensina que “é do coração que procedem más inclinações assassínios, adultérios, prostituições roubos falsos testemunhos e difamações” (Mt 15, 19-20). Quem nos mostra nosso proceder é o Espírito Santo, por isso nessa trajetória, é imprescindível que ele caminhe conosco, uma vez que é Ele quem nos convence do pecado.

Existem dois tipos de pecado quanto a gravidade: o pecado mortal e o pecado venial. Para que um pecado seja mortal, ele requer três condições ao mesmo tempo: ter cometido uma matéria grave, um pecado contra os mandamentos de Deus; ter plena consciência de que o que faço é contrário a lei de Deus, e pleno consentimento. O pecado mortal nos leva a perder a caridade e nos priva da graça santificante, excluindo-nos do Reino de Deus e conduzindo a morte eterna.

No pecado venial, um ou mais elementos não estão presentes. Ou é uma matéria leve (contra a lei moral), ou mesmo em matéria grave, não se tem consciência ou consentimento plenos. Não nos priva da graça santificante, mas causa danos em nossa vida espiritual, pois impede nosso crescimento espiritual, pouco a pouco nos leva a cometer o pecado mortal.

O pecado é um ato pessoal, mas “temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem mal” (Catec 1868).

É a tentação que conduz ao pecado, como diz São Tiago, “Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá á luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1, 14 – 15). Mas o que concupiscência? Um desejo exagerado, excessivo, apetite sexual desenfreado. São João em sua primeira carta diz que as coisas do mundo geram a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2, 16). Pelo primeiro somos tentados no prazer, no que temos de mais primitivo, em nossos apetites. O segundo nos tenta no possuir, nunca estamos satisfeitos com o que temos, queremos sempre mais e mais. Por fim pela soberba da vida somos tentados no poder, de alcançar cargos, de ser notado, de agir com autoridade sobre os outros.

Assim, temos em nós essas concupiscências, que pelo fascínio do mundo e pela tentação do maligno, aderimos a elas e caímos no pecado e assim nos afastamos do criador, como fizeram Adão e Eva.

Mas não veio sobre nós tentação que não possamos vencer, é promessa de nosso Deus! Somos capazes de dizer não a tentação e não cair no pecado. E se cairmos Deus, em seu infinito amor e misericórdia nos deu o sacramento da confissão, que através do Sacerdote, temos nossos pecados perdoados. “Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações” (LG 11).

Para obtermos o perdão de nossos pecados, precisamos ter um coração contrito, arrependido e ter o firme propósito de não mais pecar. Essa contrição é dom de Deus, um impulso do Espírito Santo e dá início a transformação que acontecerá com a ação da graça. Por si só, não obtêm o perdão do pecado, pois é preciso procurar um sacerdote para receber a absolvição através do sacramento da confissão.

Como preparação para uma boa confissão necessitamos examinar nossa consciência. Examinar nossas ações, nossas palavras, nossos pensamentos e se estamos nos omitindo. Não necessariamente temos que fazer o exame de consciência antes de confessar, mas diariamente como forma de buscar a santidade. São João Crisóstomo, chegou a dizer que, se uma pessoa se empenhasse num bom exame de sua consciência, dentro de um mês seguramente estaria no caminho da santidade. Trata-se, portanto, de uma doutrina plurissecular da Igreja que merece toda a atenção.

Vou indicar um tipo de exame de consciência, mas há outras tantas formas de se fazê-lo:

Face a Deus

“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”. (Dt 6, 5)

Que importância tem Deus na minha vida? Procuro-O? Esforço-me por crescer na fé e ultrapassar as minhas dúvidas? Rezo a Deus? Regularmente? Diariamente? Procuro evitar as distrações durante a oração, ou faço o possível por não “estar lá”? Esforço-me por conhecer sempre cada vez melhor a Jesus Cristo?

Tenho aproveitado o sacramento da confissão para crescer no amor de Deus, tornando-me melhor? Sempre que caio em pecado mortal ou noutro pecado (cortando assim a minha relação com Deus), procuro logo que possível confessar-me e voltar para Deus? Confesso-me ao menos uma vez por ano?

Aos Domingos e Festas vou à missa? Ou sempre que posso não vou? Participo na missa inteira ou já aponto para chegar atrasado ou sair a meio? Procuro estar com atenção e participar na celebração, ou estou distraído? Comungo habitualmente (ao menos pela Páscoa)?

Como é o meu ser cristão? Escondo-me e tenho vergonha, ou procuro preparar-me para ajudar os outros na fé e na vida cristão?

Face ao próximo

“É este o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei”. (Jo 13,34)

Face aos outros, a minha atitude é em geral de amor ou de desprezo? Estou zangado ou de relações cortadas com alguém? Procuro ser simpático e servir os outros, ou estou sempre a mandar neles? Evito conflitos, ou estou sempre a tecer intrigas e a criticar os outros pelas costas? Sou egoísta, ou procuro amar o próximo? Sou mentiroso, ou invejoso? Dou alguma atenção especial àquele que precisa (doentes, velhinhos, pobres)?

Como são as minhas relações com os meus colegas, superiores, família (especialmente pais e filhos)? Estraguei de propósito alguma coisa dos outros? Roubei alguma coisa? Respeitei o corpo humano? Fiz mal a alguém batendo ou ferindo? Respeito o meu sexo? Não tenho relações sexuais fora do casamento? Evito alimentar pensamentos e desejos impuros? Afasto-me de revistas e filmes pornográficos? Quando cometo alguma falta aceito a minha responsabilidade, ou desculpo-me atirando para os outros as culpas daquilo que fiz?
 Face a mim mesmo

“Sede perfeitos, como é perfeito o vosso Pai do Céu”. (Mt 5,48)

Sou egoísta, orgulhoso, caprichoso e avaro, ou esforço-me por me dedicar aos outros, sendo simples, simpático e generoso? Sou cuidadoso com o meu vocabulário, evitando escandalizar e ofender os que estão comigo, ou digo palavrões e insulto os outros? Respeito o meu corpo? Olho-o castamente, ou vejo-o como um mero instrumento de prazer sensual? Como emprego o meu tempo? Esforço-me por não desperdiçar? Como estudo ou trabalho? Com preguiça, ou com consciência de que aquilo que faço é importante também na minha relação com Deus? Como com moderação, ou sou guloso e ganancioso? Dedico-me às coisas importantes da vida, ou sou vaidoso e fútil?

Face ao Mundo

“E Deus vendo toda a sua obra [a criação] considerou-a muito boa”. (Gn 1,31)

Sou sensível à beleza da criação e esforço-me por encontrar a Deus através dela? Aprecio as coisas à minha volta ou consumo-as apenas…? A minha passagem por um lugar bonito caracteriza-se por não o estragar (lixo, barulho, atitudes que perturbem)? Respeito a natureza como a casa que Deus me dá, ou, responsavelmente, poluo o lugar onde vivo? Procuro manter-me informado e preferir os produtos “amigos do ambiente” ou tanto me faz, desde que não tenha chatices? Vivo a minha vida numa ganância de enriquecimento (no estudo ou no trabalho) ou preocupo-me por me situar numa lógica de realização pessoal, de partilha dos bens e de serviço aos outros? Crio em mim uma atenção pelos menos favorecidos, pela justa distribuição da riqueza? Que faço para conhecer a doutrina social da Igreja?

 

 

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Rede Nacional de Intercessão – Agosto/2015

CAPACITADOS PARA INTERCEDER
Os grandes intercessores da Bíblia nos ensinam que a oração é um combate.
Contra quem? Contra nós mesmos e contra os embustes do Tentador que tudo faz para desviar o homem da oração, da união com seu Deus… O “combate espiritual” da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração.
O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do Diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Catecismo 2725, 2852)
A intercessão como uma das formas de oração, caracteriza-se também por ser uma batalha espiritual, pois o intercessor entra em combate contra os inimigos das pessoas e das situações pelas quais ele ora. Quando nos alistamos no “exército de Deus”, somos capacitados para que conquistemos mais filhos que estão longe Dele, ou que estejam sofrendo na “trincheira”.
O intercessor é escolhido, ungido e consagrado pelo Senhor que derrama seu Espírito Santo. O revestimento da armadura do Cristão (cf. Ef 6,10ss) só encontra sua eficácia na batalha se o intercessor se decidir em viver conduzido
pelo Espírito Santo e em produzir Seus frutos em sua vida (cf. Gl 7,22ss).
Quando intercedemos, travamos uma batalha, não contra homens de carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal, portanto devemos estar preparados espiritualmente, mantendo nossa carne e nosso espírito submissos
e obedientes à vontade de Cristo (cf. 1 Cor 10,5).
A autoridade espiritual é adquirida quando reconhecemos o Soberano poder de Deus, o Senhorio único de Jesus Cristo e seu precioso Sangue e a presença e ação do Espírito Santo, nosso defensor, advogado, que ora em nós e por nós.
Orações descompromissadas e sem o poder e a unção do Espírito Santo não vencem batalhas, portanto, nosso espírito tem que estar vigilante em todos os momentos (cf. Col 4,2-3). A oração de intercessão é um combate e é para pessoas que buscam ter intimidade com o Senhor e vida segundo a Sua Palavra. Elas, assim, vão adquirindo visão espiritual do campo de batalha (guerras, vícios, adultérios, doenças, etc). Por isso, o intercessor precisa estar de sentinela para não cair em tentação, e assim “baixe a guarda para o inimigo”.
Deve, contudo, se resguardar, pois o inimigo irá buscar suas brechas para lhe atacar. O intercessor deve então, quebrantar-se, ou seja, pela ação do Espírito Santo, que vem em auxílio as nossas fraquezas (Rom 8,26), fazer um exame de consciência, e reconhecendo seus pecados, orar, confessar e jejuar para que o inimigo se veja enfraquecido. O intercessor deve vigiar e orar sempre para não ficar vulnerável. O lugar mais protegido do mundo para todo intercessor é a sala do Trono, o lugar da verdadeira adoração. Quando reconhecemos nosso nada e permanecemos na presença de Deus, em profunda adoração, o inimigo não tem condições de nos atingir. Quanto mais buscarmos ter um coração adorador, mais estaremos nos protegendo das ciladas do inimigo, pois a redoma de glória que nos envolve não permitirá que suas flechas nos atinjam.
A batalha espiritual não é para crianças na fé, para soldados despreparados ou para intercessores inconstantes. A oração de combate é para intercessores que estejam dispostos e preparados para guerrear. Voltamos a frisar que a
inconstância na vida de oração não vence batalhas, ao contrário, sempre vamos precisar da ação do Espírito Santo em nossa vida, pois é Ele quem nos fortalece no Senhor pelo seu soberano poder (cf. Ef 6,10).
A batalha estará sendo travada sempre quando intercedemos, porém sabemos que nosso Rei, Senhor e Salvador, já venceu a guerra: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o Mundo.” (Jo 16, 33b)

INTENÇÕES PARA ESTE MÊS
1. Para que cesse a violência no Brasil e no mundo.
2. Pelo Sínodo dos Bispos sobre a família, que acontecerá em Roma de 4 a 25/10/2015, com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja, no mundo contemporâneo”.
3. Pelos encontros nacionais organizados pela RCCBRASIL:
a) Encontro Nacional de Formação do Ministério de Oração por Cura e Libertação, 21 a 23/08/15.
b) Encontro Nacional de Evangelizadores de Crianças, 05 a 07/09/15.
c) Reunião do Conselho Nacional, 23 a 27/09/15.
4. Pela unidade entre todos os membros da RCC do Brasil.
5. Pela Reunião de Oração do seu Grupo de Oração (pelo pregador, dirigente, músicos e demais servos e pelas pessoas que participam da Reunião de Oração).
6. Pelos Grupos de Oração na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
7. Pelos Ministérios da RCC no seu Grupo de Oração, Diocese, Estado e no Brasil.
8. Pelas necessidades espirituais e financeiras dos escritórios diocesano, estadual e nacional da RCC.
9. Pelos projetos da RCC na Diocese, no Estado, no Brasil na América Latina e no Mundo.
10. Pelos eventos de evangelização da RCC no seu Grupo de Oração, na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
11. Pela Reunião dos Conselhos Diocesano, Estadual e Nacional neste ano.
12. Pelas coordenações do seu Grupo de Oração, da RCC na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil (Coordenadora Nacional: Katia Roldi Zavaris e sua família).
13. Pela Santa Igreja, pelo Santo Padre, o Papa Francisco, pelo seu Bispo diocesano, pelos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos e Religiosas e pelos Seminaristas.
14. Pelas casas de missão da RCCBRASIL e pelos missionários e missionárias.
15. Pela construção da Sede Nacional da RCC do Brasil e pelos seus colaboradores.
16. Para que todos os membros da RCC do Brasil se abram para a moção da Reconstrução.

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ESPIRITUALIDADE: Para viver e andar no Espírito é preciso perdoar

Dando continuidade, relembremos que estamos no tempo da promessa de reconstrução de nossa vida, nossa história, nossa caminhada com o Senhor. Neste mês vamos abrir nosso coração diante de Deus para que o Senhor venha restaurar relacionamentos, laços e ruínas vindos de momentos dolorosos de nossa vida. Nosso passo deste mês é o perdão. Perdão que é chave para o manancial das graças de Deus. Para falarmos de perdão, iniciarei falando como a falta de perdão pode nos devastar.

Para falar de falta de perdão e o que ela pode nos causar, vou usar algumas ilustrações. Quando não perdoamos alguém, esse alguém é enterrado em nosso coração. Por mais que tentemos afastá-lo(a) de nossa vida e até de nossos pensamentos, como o sepultamos dentro de nós, onde quer que formos lá está ele (a), com as lembranças dolorosas invadindo nossa mente. É uma situação parecida, uma frase, um trejeito que imediatamente nos faz relembrar e ressentir todo o sofrimento. Nos tornamos sepulcros caiados. Por fora, lindos e bem cuidados, por dentro podres. Se viajarmos, lá está a pessoa, se mudarmos de casa, de emprego, ela continua lá. E como todo morto, este que matamos pela falta de perdão, começa a entrar em estado de decomposição e a cheirar mal. E esse cheiro começa a ficar perceptível inclusive para as pessoas a nossa volta. O cheiro mal da murmuração, reclamação, autocomiseração, pessimismo… Nestes casos precisamos da ajuda de Jesus ressuscitado, que pode abrir os túmulos e deixar os mortos saírem. A libertação dada a eles, na verdade é a libertação tão necessária para quem não perdoou. É preciso pedir a Jesus: “vem Senhor me auxiliar a libertar todos os mortos que enterrei em meu coração para que eu possa ser livre para ti”.

A falta de perdão também pode ser vista como pedras que fecham os poços e as fontes em nossa vida espiritual. Elas não permitem que tenhamos acesso a água viva e nossa vida vai se tornando seca, vazia, sem sentido. A aridez vai tomando conta de todas as áreas de nossa vida e já não conseguimos orar, a viver as práticas espirituais e o homem velho tenta voltar e por vezes consegue. A falta de perdão fecha minha vida para a graça de Deus, para a unção do Espírito Santo, para o serviço no ministério. Ela é um empecilho para fazermos e vivermos a vontade de Deus em nossa vida. Por isso a melhor decisão é perdoar sempre, por mais difícil que seja.

Perdoar é um ato de vontade e não um sentimento. É uma decisão que tomamos para viver os planos de Deus em nossa vida. Não é um ato fácil e dependendo do ocorrido é dificílimo. Por isso precisamos do auxílio de Jesus que após sofrer atrocidades, orou por seus algozes e os perdoou.

Após decidirmos por perdoar, precisamos colocar a pessoa e a situação diante de Jesus. Entregá-los a Jesus, orando para que o Senhor possa mudar suas vidas; para que possam ter um encontro verdadeiro com Ele. Dependendo do ocorrido precisaremos de tempo para realmente perdoarmos. Situações menos dolorosas talvez precise de um mês de oração, situações mais dolorosas podem levar anos. Mas o que importa é persistirmos na decisão de perdoar.

E quando sabemos que perdoamos? Quando a situação ou a pessoa não causar mais dor em nós. É tempo de louvar e bendizer ao Senhor pois acabou o tempo de aridez, de miséria, de tristeza. Para começar um tempo de vergel, de fartura, de alegria.

Existem três níveis de perdão: o perdão a Deus, o perdão a nós mesmos e o perdão aos outros. A necessidade de perdão a Deus, que na verdade é uma reconciliação, se dá devido a mágoa por culparmos o Senhor por acontecimentos como morte, acidentes, perdas de nossa vida. Primeiro, é preciso relembrar que Deus é um Pai amoroso que tem para nós planos de amor. Depois procurarmos restaurar nosso relacionamento com Ele, fonte de todo bem e toda graça em nossa vida.

O segundo nível de perdão e a nós mesmos. Precisamos nos perdoar pelo que fizemos e pelo que não fizemos que tem nos perseguido e atormentado. Liberamos o perdão em nossa vida naquilo que nos sentimos culpados. Lembremos que o Senhor nos ama com amor incondicional, que não somos capazes de decepcioná-Lo pois Ele sabe do que somos feitos. A mulher adultera e a Samaritana precisaram se perdoar para seguir Jesus. E Jesus nos convida hoje a nos perdoar para segui-Lo.

O terceiro nível é o perdão aos outros. Aqueles que nos magoaram, nos machucaram, nos humilharam, nos rejeitaram, nos abandonaram, não foram aquilo que esperávamos deles. Coloquemos todos diante do Senhor não para clamar justiça, mas para que seja usado de misericórdia para com eles. Perdoar é amar. É deixar o amor curar feridas profundas em nós e abrir a salvação para o outro.

Não podemos esquecer que também magoamos as pessoas. Que nossas atitudes também causam machucaduras nas pessoas a nossa volta. Por isso também precisamos pedir perdão e restituir como Zaqueu aquilo que ele “quebrou” ao longo de sua vida longe do Senhor.

Por fim, como, quando e quanto devo perdoar uma pessoa. Perdoo por um ato de vontade, por decisão firme de não querer: enterrá-la em meu coração, fechar-me para a graça de Deus, me afastar do meu Senhor. O ideal é abrir-me ao perdão no momento em que sou ferida, apresentando a Jesus a situação e pedindo que venha em seu auxílio. E devo perdoar quantas vezes forem necessárias. Jesus pediu a Pedro 70×7. Sempre!

Para que você possa abrir-se a graça do perdão segue abaixo a Ladainha do Perdão. A medida que você for lembrando, ressentindo, entregue tudo a Jesus para que possa ser liberto de toda opressão causada pela falta de perdão. Se você perceber que ainda não conseguiu perdoar uma pessoa, continue trabalhando o perdão, pois este virá. E com ele muitas sortes de bênçãos.

 

LADAINHA DO PERDÃO (No. 74 das Orações Selecionadas)

Senhor Jesus,

Por não responderes a minhas orações como eu desejo… eu te perdoo.

Por todas as dificuldades da minha vida…eu te perdoo.

Por todas as enfermidades da minha família… eu te perdoo.

Por falecimento de cada um daqueles que amo… eu te perdoo.

Senhor Jesus, por todas as vezes que eu:

Não te coloquei no centro de minha vida… eu me perdoo.

Usei Teu santo nome em vão… eu me perdoo.

Não amei outras pessoas como Tu as amas… eu me perdoo.

Julguei, condenei prejudiquei… eu me perdoo.

Fofoquei, menti, enganei ou dei continuidade a rumores… eu me perdoo.

Não acetei ou não respeitei a mim mesmo (a) ou a outras pessoas… eu me perdoo.

Usei linguagem suja, contei piadas impuras… eu me perdoo.

Abusei do álcool ou das drogas, ou de remédios… eu me perdoo.

Usei ou promovi o uso de contraceptivos… eu me perdoo.

Envolvi-me em atos sexuais que não estão nos planos de Deus… eu me perdoo.

Forniquei, masturbei-me ou cometi adultério… eu me perdoo.

Violei qualquer pessoa, física ou sexualmente… eu me perdoo.

Pratiquei aborto ou induzi alguém a praticá-lo… eu me perdoo.

Vi, usei ou dei materiais pornográficos… eu me perdoo.

Senhor Jesus, ajuda-me a perdoar à minha mãe, através de um ato de vontade:

Por ter me dito que fui um acidente, um peso, um erro… eu perdoo a minha mãe.

Por não me desejar ou me negligenciar… eu perdoo a minha mãe.

Por entregar-me por adoção… eu perdoo a minha mãe.

Por favorecer um outro filho… eu perdoo a minha mãe.

Por manipular, controlar ou reclamar… eu perdoo a minha mãe.

Por julgar, condenar e criticar… eu perdoo a minha mãe.

Por ser super protetora ou interferir… eu perdoo a minha mãe.

Por não aceitar meus amigos, esposo(a) ou filhos… eu perdoo a minha mãe.

Por abusar do álcool ou das drogas… eu perdoo a minha mãe.

Por ter casos extraconjugais… eu perdoo a minha mãe.

Por separar-se ou divorciar-se de meu pai… eu perdoo a minha mãe.

Por casar-se de novo… eu perdoo a minha mãe.

Por ficar doente ou morrer… eu perdoo a minha mãe.

Senhor Jesus, conceda-me a graça de perdoar a meu pai:

Por criticar, envergonhar ou humilhar as pessoas… eu perdoo o meu pai.

Por ser violento ou castigar severamente… eu perdoo o meu pai.

Por abuso sexual, verbal ou emocional… eu perdoo o meu pai.

Por abusar do álcool ou das drogas… eu perdoo o meu pai.

Por jogar ou ser irresponsável financeiramente… eu perdoo o meu pai.

Por não dizer: “Eu amo você”… eu perdoo o meu pai.

Por favorecer um outro filho… eu perdoo o meu pai.

Por não me proteger… eu perdoo o meu pai.

Por ter casos extraconjugais… eu perdoo o meu pai.

Por abandonar a família… eu perdoo o meu pai.

Por separar-se ou divorciar-se de minha mãe… eu perdoo o meu pai.

Por casar-se de novo… eu perdoo o meu pai.

Por ficar doente ou morrer… eu perdoo o meu pai.

Senhor Jesus, eu quero perdoar aos meus irmãos e irmãs:

Por vingarem-se de mim ou me rejeitarem…eu perdoo aos meus irmãos.

Por gozarem de mim ou me criticarem… eu perdoo aos meus irmãos.

Por competir no amor e na atenção de nossos pais… eu perdoo aos meus irmãos.

Por discutirem, brigarem ou causarem escândalos… eu perdoo aos meus irmãos.

Por abuso físico ou sexual… eu perdoo aos meus irmãos.

Por serem irresponsáveis, beberem ou se drogarem… eu perdoo aos meus irmãos.

Por não participarem das funções da família… eu perdoo aos meus irmãos.

Por ficarem doentes ou morrerem… eu perdoo aos meus irmãos.

Senhor Jesus, ajuda-me a perdoar ao meu cônjuge, através de um ato de vontade:

Por lidar de maneira incorreta com o dinheiro ou negligenciar o pagamento das contas… eu perdoo o meu cônjuge.

Por não trabalhar ou trabalhar em excesso… eu perdoo o meu cônjuge.

Por abusar do álcool ou das drogas… eu perdoo o meu cônjuge.

Por mentir, jogar ou roubar… eu perdoo o meu cônjuge.

Por abuso físico, sexual ou verbal… eu perdoo o meu cônjuge.

Por não exercer suas responsabilidades paternais… eu perdoo o meu cônjuge.

Por ter casos extraconjugais… eu perdoo o meu cônjuge.

Por separar-se, desamparar-me ou divorciar-se de mim… eu perdoo o meu cônjuge.

Por ficar doente ou morrer… eu perdoo o meu cônjuge.

Senhor Jesus, ajuda-me a perdoar aos meus filhos e netos:

Por me envergonharem, humilharem ou desobedecerem… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por mentirem ou roubarem… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por abusarem do álcool ou das drogas… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por agirem irresponsavelmente… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por me magoarem física ou emocionalmente… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por serem desrespeitosos… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por não me telefonarem ou visitarem… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por violentarem alguém sexualmente… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por viverem vida sexual fora do plano de Deus… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por fornicarem ou cometerem adultério… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por terem filhos fora do casamento… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por praticarem aborto ou induzirem alguém a praticá-lo… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por se casarem, divorciarem ou casarem de novo… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por serem católicos não praticantes… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por abraçarem outra religião… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Por ficarem doentes e morrerem… eu perdoo aos meus filhos e netos.

Senhor Jesus eu quero perdoar a meus familiares:

Por interferirem, julgarem, mentirem ou condenarem… eu perdoo a meus familiares.

Por não me amarem, aceitarem e respeitarem… eu perdoo a meus familiares.

Por maus tratos verbais ou físicos… eu perdoo a meus familiares.

Por abuso emocional ou sexual… eu perdoo a meus familiares.

Por magoarem a mim ou àqueles que eu amo… eu perdoo a meus familiares.

Senhor Jesus, conceda-me a habilidade de perdoar aos meus amigos:

Por não me apoiarem ou ajudarem em momentos de dificuldade… eu perdoo aos meus amigos.

Por fofocarem ou criticarem… eu perdoo aos meus amigos.

Por me forçarem a fazer coisas que eu não queria… eu perdoo aos meus amigos.

Por cometerem adultério… eu perdoo aos meus amigos.

Por encorajarem comportamentos pecaminosos… eu perdoo aos meus amigos.

Por desaparecerem da minha vida… eu perdoo aos meus amigos.

Senhor Jesus, através de um ato de vontade eu perdoo:

Aos médicos, enfermeiras ou profissionais da saúde… eu os perdoo.

Aos advogados ou contadores… eu os perdoo.

Aos políticos, policiais ou bombeiros… eu os perdoo.

Aos militares… eu os perdoo.

Aos padres, bispos, cardeais e ao Papa… eu os perdoo.

Às freiras, aos irmãos de caminhada, aos diáconos… eu os perdoo.

Aos patrões e aos colegas de trabalho… eu os perdoo.

Senhor Jesus, eu desejo a graça de perdoar à pessoa que mais me magoou:

Àquela a quem eu disse que jamais perdoaria… eu perdoo a essa pessoa.

À pessoa que me é mais difícil de perdoar… eu perdoo a essa pessoa.

A quem eu afirmei que não poderia perdoar… eu perdoo a essa pessoa.

Através de um ato de vontade eu a perdoo: por não me dizer: “sinto muito”… eu perdoo a essa pessoa.

Por ser indiferente ou desinteressada… eu perdoo a essa pessoa.

Por magoar a mim ou àqueles que eu amo… eu perdoo a essa pessoa.

Credo, Pai-nosso, 3 Ave-Marias e Glória ao Pai.

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REDE NACIONAL DE INTERCESSÃO – JULHO – 2015

DEUS ESPERA POR NOSSAS ORAÇÕES
Algumas pessoas creem que Deus está no controle de tudo. Mas se Deus está no controle de tudo, porque temos fome, miséria, doenças cada vez piores, violências até contra crianças inocentes, estupros, pedofilia, injustiças, guerras, e tantas coisas terríveis? Deus está no controle disto tudo? Mas, se Deus é Amor e tudo isso não tem nada haver com amor, é porque Ele não está no controle de tudo. De fato, a Bíblia ensina que Deus é todo-poderoso; ninguém pode impor limites ao seu poder (Jó 37,23; Is 40,26). No entanto, Ele não usa seu poder para controlar tudo. Ao contrário, Deus nos dignifica por nos dar livre-arbítrio, a capacidade de tomarmos decisões por conta própria. Portanto, nossa vida não é controlada por Deus ou pelo destino. Ao contrário dos animais, que basicamente agem por instinto, nós somos um reflexo de nosso Criador no sentido de que somos capazes de demonstrar qualidades como amor e justiça. E, assim como Ele, nós temos livre-arbítrio e, por isso, o nosso futuro depende, em grande parte, de nossas escolhas.
Dar ao homem o poder para fazer uma escolha independente não diminui o controle de Deus sobre todas as coisas. Sendo onipotente e onisciente, Deus certamente poderia arranjar as circunstâncias para impedir que as escolhas erradas do homem possam frustrar Seus propósitos. De fato, Deus poderia até usar o livre-arbítrio do homem para ajudar a cumprir Seus próprios planos e por meio disso ser ainda mais glorificado. Porém, o grande plano de Deus desde a fundação do mundo para conceder ao homem o dom de Seu amor impede qualquer ação para forçar esse dom sobre qualquer um de nós. Tanto o amor quanto os dons de qualquer espécie e até a salvação devem ser pedidos e recebidos voluntariamente.
Até mesmo nas situações difíceis da nossa vida quando precisamos de uma intervenção do Senhor, esta deve ser desejada e pedida através da oração. Neste sentido, Jesus ensina: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,9-10). A nós, não custa lembrar: Deus espera por nossas orações.
Talvez em nenhum outro momento da história, a humanidade necessitou tanto da ajuda de Deus quanto nos dias atuais. Por isso o Papa Francisco tem pedido que oremos pela situação do povo e do mundo e pela unidade dos cristãos. É preciso construir um muro de súplica em favor da humanidade para que o Senhor intervenha com braço forte.
O próprio Jesus ensina que devemos pedir e promete que aquele que pede alcança. Jesus também recomenda que a nossa oração seja insistente como quem incomoda, ou seja, uma oração persistente até alcançar a graça. Deus quer ser “incomodado” pelas nossas orações! Portanto, peça e espere a providência de Deus.
O mundo necessita de intercessores que se mantenham fieis em sua missão. Já nos dias do profeta Ezequiel, a necessidade de intercessores que intercedessem para que a ira de Deus não fosse colocada em efeito, era evidente. Deus precisava de alguém que fosse colocado na brecha, mas não achou. E hoje? Será que você tem se colocado na brecha, isto é, na posição de intercessor? Você crê realmente que a ação de Deus acontece na humanidade como resultado das nossas orações e, por outro lado, deixa de acontecer quando não oramos?
Deus está buscando pessoas que se coloquem nas brechas e tapem as fendas que surgem no muro que impede Satanás de invadir nossa vida. Essa tarefa envolve, especificamente, a oração de intercessão. O Senhor honra nossa intercessão em prol do seu Reino. Sobre isso encontramos várias confirmações nas Escrituras:
a) Abraão intercedeu pela família do seu sobrinho Ló (Gn 18,22-33);
b) Moisés intercedeu a favor do povo de Israel (Êxodo 32,9-14; Dt 9,18);
c) Novamente, Moisés intercedeu pelo povo de Israel quando eles batalhavam contra os amalecitas (Êxodo 17,8-13);
d) Neemias orou pela reconstrução da cidade de Jerusalém (Neemias 1,4-11).
Em cada um desses exemplos, a mão poderosa de Deus foi movida pela oração de intercessão de homens tementes a Ele.
Coisas acontecem porque oramos! Você está disposto a colocar-se na brecha?
Deus procura pessoas assim! Deus precisa de Você! Comece a repensar sua vida.
Ore mais e mais. Coloque-se na brecha.

INTENÇÕES PARA ESTE MÊS
1. Para que cesse a violência no Brasil e no mundo.
2. Pelos encontros nacionais promovidos pela RCCBRSIL:
a) Encontro Nacional de Comunicadores de Grupo de Oração, 03 a 05/07/15.
b) Encontro Nacional de Formação Ministério de Oração por Cura e Libertação, 21 a 23/08/15
c) Encontro Nacional do Ministério para as Famílias, 10 a 12/07/15.
3. Pela unidade entre todos os membros da RCC do Brasil.
4. Pela Reunião de Oração do seu Grupo de Oração (pelo pregador, dirigente, músicos e demais servos e pelas pessoas que participam da Reunião de Oração).
5. Pelos Grupos de Oração na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
6. Pelos Ministérios da RCC no seu Grupo de Oração, Diocese, Estado e no Brasil.
7. Pelas necessidades espirituais e financeiras dos escritórios diocesano, estadual e nacional da RCC.
8. Pelos projetos da RCC na Diocese, no Estado, no Brasil na América Latina e no Mundo.
9. Pelos eventos de evangelização da RCC no seu Grupo de Oração, na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
10. Pela Reunião dos Conselhos Diocesano, Estadual e Nacional neste ano.
11. Pelas coordenações do seu Grupo de Oração, da RCC na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil (Coordenadora Nacional: Katia Roldi Zavaris e sua família).
12. Pela Santa Igreja, pelo Santo Padre, o Papa Francisco, pelo seu Bispo diocesano, pelos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos e Religiosas e pelos Seminaristas.
13. Pelas casas de missão da RCCBRASIL e pelos missionários e missionárias.
14. Pela construção da Sede Nacional da RCC do Brasil e pelos seus colaboradores.
15. Para que todos os membros da RCC do Brasil se abram para a moção da Reconstrução.

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REDE NACIONAL DE INTERCESSÃO – JUNHO – 2015

DEUS PROCURA INTERCESSORES
O que faz de “simples” filhos de Deus, pessoas que se sintam impelidas a permanecer na brecha, ou seja, a interceder, por outros? O que as faz ter autoridade e poder diante do Senhor?
Na história da salvação Deus sempre se revelou àqueles que O buscavam e assim proclamava Sua santidade. O Senhor fazia esse chamado ao seu povo e àqueles que deveriam estar à frente deles (cf. Lv 11,44;19,2;20,26), sendo ungidos pelo Seu Espírito para a missão de conduzi-los e governá-los quer fossem sacerdotes, reis, profetas ou juízes.
Jesus Cristo, então, vem ratificar que a santidade não é uma opção, mas uma imposição do Evangelho (cf. Mt 5, 48). Nós que somos o povo da nova e eterna Aliança, pelos méritos de Cristo e através do Batismo sacramental, devemos responder a vocação universal de todo o batizado. Para tanto, o Espírito Santo nos capacita e nos dá condições de buscarmos a santidade no dia a dia de nossa vida, de maneira bem real e humana.
Quando vamos, então “mergulhando” no Mistério da Santíssima Trindade através da vivência do Batismo no Espírito Santo, nos identificamos e passamos automaticamente a ter compaixão por aqueles que sofrem e que se encontram afastados do Senhor. Nos apresentamos então a Deus em nome de Jesus Cristo, o Cordeiro imolado, para que, na força e no poder do Espírito Santo, interceder pelas situações das famílias, grupos, países e pessoas que se encontram oprimidos.
Em nossos tempos o mundo passa por uma grande crise de fé, chegando até mesmo a contestar as próprias leis da natureza. Infelizmente assistimos hoje ao triste espetáculo de grupos sociais e até de organizações governamentais que se empenham fortemente na defesa de conceitos que ferem diretamente a lei natural, como é o caso do conceito da ideologia de gênero que afirma que ninguém nasce com um sexo definido. Dizem que ao nascer, a criança não deve ser considerada do sexo masculino ou do sexo feminino; depois ela fará esta escolha, afirmam. Inclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural. Aqui no Brasil também estamos vendo uma grande mobilização destes grupos para implantar este mesmo conceito na sociedade brasileira inserindo-o nas escolas, através dos planos estaduais e municipais de ensino.
Testemunhamos momentos dramáticos neste tempo da história da humanidade em que vemos crescer desenfreadamente a violência, a usurpação dos direitos humanos, a cultura da morte, da banalização do sexo, o esfacelamento da família como instituição Divina e como célula primeira e principal da sociedade que, em muitos casos, ou os valores morais, éticos e religiosos se desfiguraram ou, até mesmo, se perderam por completo.
A família é e deve ser a casa da Vida, o Santuário da Vida. Temos, portanto, um grandioso desafio, como nos exortava o papa Bento XVI quando nos incentivava a combater todas as ameaças à vida.
Tudo isso é verdadeiramente um combate, uma luta espiritual muito grande e que somente poderão ser vencidos com muito esforço, muito trabalho de nossa parte e, acima de tudo, pela fé e pelo poder da intercessão realizada por intercessores conduzidos pelo Espírito Santo e pelo auxílio poderoso da intercessão da Virgem Maria.
Por isso, Deus procura Intercessores! É certamente neste sentido que podemos entender a palavra do profeta Ezequiel quando diz: “Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra, a fim de prevenir a sua destruição, mas não encontrei ninguém”(Ez 22,30).
São Paulo afirma que “O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”. Hoje cremos em Jesus Ressuscitado, o nosso Intercessor que sentado à direita do Pai nos deu seu Espírito Santo, como havia prometido.
Diante de tão grandes desafios é urgente uma intercessão no poder do Espírito Santo, pois fomos chamados para ficar na brecha, e entre todas estas situações de dor, de angústia, desespero e depressão devemos deixar o Espírito agir em nós e através de nós. O intercessor que se deixa conduzir pelo Espírito Santo tem uma meta que não pode ser esquecida: trazer a graça até aqueles que estão necessitados.
É o Espírito Santo quem vem em nosso socorro, para isso é necessário assumir a certeza de que o Senhor permanece em nós, se nós permanecermos n’Ele (cf Jo 15,4). Mergulhados no Espírito Santo e vivenciando a presença de Deus, a nossa intercessão será semelhante à intercessão de Jesus Cristo; pois esta força do alto nos foi prometida pelo Pai e pelo Filho. O Intercessor deve assumir a realidade de ser filho de Deus e por isso, deve crer e agir como tal: pedir até receber a graça, buscar até encontrar a vitória e bater até que a porta se abra.
Deus, hoje, continua procurando Intercessores fiéis; o mundo hoje, também precisa da nossa oração. Deus pode contar com você?

INTENÇÕES PARA ESTE MÊS
1. Para que cesse a violência no Brasil e no mundo.
2. Pelos encontros nacionais promovidos pela RCCBRSIL:
a) Encontro Nacional dos Semeadores Estaduais (Sede Nacional da RCC), 05 a 07/06/15.
b) Encontro Nacional de Comunicadores de Grupo de Oração, 03 a 05/07/15.
c) Encontro Nacional do Ministério para as Famílias, 10 a 12/07/15.
3. Pela unidade entre todos os membros da RCC do Brasil.
4. Pela Reunião de Oração do seu Grupo de Oração (pelo pregador, dirigente, músicos e demais servos e pelas pessoas que participam da Reunião de Oração).
5. Pelos Grupos de Oração na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
6. Pelos Ministérios da RCC no seu Grupo de Oração, Diocese, Estado e no Brasil.
7. Pelas necessidades espirituais e financeiras dos escritórios diocesano, estadual e nacional da RCC.
8. Pelos projetos da RCC na Diocese, no Estado, no Brasil na América Latina e no Mundo.
9. Pelos eventos de evangelização da RCC no seu Grupo de Oração, na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil.
10. Pela Reunião dos Conselhos Diocesano, Estadual e Nacional neste ano.
11. Pelas coordenações do seu Grupo de Oração, da RCC na sua Diocese, no seu Estado e no Brasil (Coordenadora Nacional: Katia Roldi Zavaris e sua família).
12. Pela Santa Igreja, pelo Santo Padre, o Papa Francisco, pelo seu Bispo diocesano, pelos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos e Religiosas e pelos Seminaristas.
13. Pelas casas de missão da RCCBRASIL e pelos missionários e missionárias.
14. Pela construção da Sede Nacional da RCC do Brasil e pelos seus colaboradores.
15. Para que todos os membros da RCC do Brasil se abram para a moção da Reconstrução.

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Visitas às Dioceses

Neste mês de junho, foram realizadas duas visitas ao Ministério de Intercessão nas dioceses, com objetivo de fazer o ministério avançar como nos pede o Senhor. Assim nos abriram as portas a Arquidiocese do Rio de Janeiro e a Diocese de Nova Friburgo. Primeiramente trabalhamos com a liderança, refletindo, através da Palavra de Deus, como está nosso ministério na diocese, suas dificuldades, suas propostas, seu caminhar. A seguir, falamos do ministério, de como está inserida na estrutura e qual o seu papel nesta estrutura. Depois repassamos o Plano de Ação Nacional e seu desdobramento no Estado e na Diocese.

Na parte da tarde foram reunidos os intercessores que também ouviram sobre o Plano de Ação para eles: Cruzada do Rosário, Rede Nacional de Intercessão, Mobilização Nacional de Oração. Assim como a necessidade de inserção nas Vigílias, Cercos de Jericó e Jejum de Daniel. Além da necessidade de participação efetiva, ou seja como intercessor, nos eventos e encontros da RCC. Por fim, repassamos uma pequena formação sobre intercessão profética e fizemos uma grande oficina.

Que o Senhor possa espalhar seus frutos vindo da oração, escuta e obediência, a fim de vermos as maravilhas desde sempre preparadas para o nosso movimento e assim em nossos Grupos de Oração.

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Estas são fotos da visita à Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Fotos da visita à Diocese de Nova Friburgo

 

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